Mostrando postagens com marcador Curiosidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Curiosidade. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Eu sou o futebol

Hoje eu tirei uma horinha para navegar um pouco nos blogs dos amigos e suas indicações. Blog vai, blog vem, achei esse teste no Blog pra chamar de Meu e não resisti. Olha o resultado:



Quem entendeu, por favor, me explica! rsrs

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Dicionário de Baianês

Para quem está pensando em visitar a Bahia nesse verão, é bom ir treinando seu dialeto. Recebi esse email hoje e resolvi ajudar os turistas desavisados, hehehe..

Algumas frases cotidianas:


'Colé, meu bródi!' - Olá, amigo.

'Colé, misera!' - Olá, amigo.

'Colé, meu peixe' - Olá, amigo.

'Colé, men!' - Olá, amigo.

'Diga aê, disgraça!' - Olá, amigo.

'Digái, negão!' - Olá, amigo.
(independente da cor
do amigo)

'E aí, viado!' - Olá, amigo. (independente
da opção sexual do amigo)

'E aê, meu rei!?' - Olá amigo.

'Ô, véi!' - Olá amigo.

'Diga, mô pai!' - Oi para você também, amigo!

'ÊA!' - Olá, amigo.

'Colé de mêrmo?' - Como vai você?

'É niuma, miserê' - Sem problemas, amigo..

'Relaxe mô fiu' - Sem problemas, amigo.

'Cê tá ligado qui cê é minha corrente, né vei?' - Você sabe que é meu bom amigo, não é?

'Bó pu regui, negão?' - Vamos para a festa, amigo?

'Aí cê me quebra, né bacana' - Aí você me prejudica, não é meu amigo?

'Aooonde!' - Não mesmo!

'Vô quexá aquela pirigueti' - Vou paquerar aquela garota.

'Vô cumê água' - Vou beber (álcool)..

'Colé de mermo?' - O que é que você quer mesmo? (Caso notável de compactação!)

'Eu tô ligado que cê tá ligado na de colé de merma' - Estou ciente do seu conhecimento a respeito do assunto.

'O brother tirou uma onda da porra'. - O cara 'se achou'.

'Tá me tirando de otário é?' - Está me fazendo de bobo?

'Tá me comediando é?' - Está me fazendo de bobo?

'Se plante!' - Fique na sua.

'Se bote ae, vá!' - Chamada ao combate físico

'Eu me saí logo' - Eu evitei a situação.

'Shhh...Ai, mainhaaa' - Até hoje não se sabe a tradução. Sabe-se apenas que nas músicas de pagode, o vocalista está excitado com sua respectiva amante.

'Oxe!' - Todo baiano usa essa expressão para tudo, mas um forasteiro nunca acerta quando usa.

'Lá ele!' ou 'Lá nele' - Eu não, sai fora, ou qualquer outra situação da qual a pessoa queira se livrar ou passar para outro.

'Lasquei em banda!' - meteu sem dó nem pena.

'Biriba nela mô pai' - Manda ver! (no sentido sexual da coisa)

'Ó paí ó' - Olhe para aí, olhe! - Essa espressão foi utilizada pela primeira vez pelo capitão português Manoel daPadaria a frente da Nau Bolseta, que por infortúnio (leia-se burrice) perdeu-se da frota portuguesa no caminho para as índias e veio parar na Bahia. Desde então foi resgatada pelo povo baiano, assíduo leitor de Camões, já que trata-se de um texto apócrifo d'Os Lusíadas, que nem os portugueses sabiam (Nenhum jamais concluiu a leitura do clássico). É muito usada por aqui, tanto que virou filme, peça teatral, música, marca de refrigerante, água de coco, barzinho, cerveja, igreja....

'Num tô comeno reggae!' - Não estar acreditando ou dando muita importância.

'Num tô comeno reggae de (fulano)!' - Não estar com medo de provocação/ameaça de (fulano)

'Tome na seqüência misêre' - Tomar o troco de algo ruim que vc fez

'Eu quero prova e R$ 1,00 de Big-Big!' - Não acreditar. O 'Big-Big' é um chiclete muito valorizado por pessoas de todas as classes.

'Sai do chão!' - Frase típica e predileta das bandas de axé. O intuito da mesma é de que indivíduo se agite e curta o som tocado em questão.

'Rumaláporra!' - Agir violentamente contra alguém ou algo.

'Picá a porra!' - Agir violentamente contra alguém ou algo..

'Rumaládisgraça' - Agir violentamente contra alguém ou algo.

'ei, ó o auê aí ô' - tida como unica frase universal a utilizar apenas vogais e ter sentido completo, significa 'parem de baderna.'

'Bó batê o baba' - Chamar os amigos para uma partida de futebol

'Bó pro reggae' - Chamar os amigos para a balada

Salvador é também conhecida por ser uma cidade cujo dialeto deu um LAR aos mais diversos impropérios do cancioneiro popular local .

Possivelmente você um dia já foi convidado a visitar 'A casa da porra', 'a casa do caralho', 'a casa da desgraça'!

Lá também existe a 'Casa de Noca' que ninguém sabe onde fica, mas sabe-se que lá sempre o 'couro come'.


Gostou? Se quiser conhecer mais sobre o nosso dialeto visite esse site aqui e divirta-se!

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Como nasce um paradigma


Hoje pela manhã estava eu conversando com os colegas do trabalho, quando meu noivo contou uma antiga historinha há muito divulgada na internet e da qual já nem me lembrava mais. Resolvi transcrevê-la aqui porque é, de fato, interessante:

Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, em cujo centro puseram uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas. Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os
cientistas lançavam um jato de água fria nos que estavam no chão.

Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros enchiam-no de pancada.

Passado mais algum tempo, nenhum macaco subia a escada, apesar da tentação das bananas.

Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos. A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo rapidamente retirado pelos outros, que lhe bateram. Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não subia mais a escada.

Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado, com entusiasmo, na surra ao novato. Um terceiro foi trocado, e repetiu-se o fato. Um quarto e, finalmente, o último dos veteranos foi substituído.

Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam a bater naquele que tentasse chegar às bananas.

Se fosse possível perguntar a algum deles porque batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria:

"Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui..."


Às vezes fazemos as coisas apenas porque nos disseram que assim era pra ser feito sem nem sequer questionarmos o porquê de ser feito assim.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Homens, Mulheres e a Gestalt

Ontem estava eu conversando com uma amiga no msn que me contava sobre uma decepção amorosa. Normal, todo mundo passa por isso um dia. E ela falou uma frase mais normal ainda (eu pelo menos já ouvi milhares de vezes): "Homem não presta". Sei que não é correto generalizar muito as coisas e principalmente as pessoas, mas às vezes é dificil fugir de estereótipos e eu vou explicar o porquê. Quem nunca ouviu, por exemplo, "As mulheres são todas iguais"? Essas e muitas outras frases ditas há tantos e tantos anos desde os nossos mais remotos antepassados, certamente se baseiam em fatos e comportamentos iguais que aconteceram com pessoas diferentes, o que faz com que pareçam fazer todo o sentido. Talvez até faça mesmo, mas esses ditos também revelam a nossa tendência natural e inata de classificar, rotular, generalizar tudo o que vemos e conhecemos.


Segundo a teoria da Gestalt - termo intraduzível do alemão, a percepção humana é regida por leis que facilitam a compreensão das imagens e das idéias. Tais leis seriam: similaridade (ou semelhança), proximidade, continuidade, fechamento e pregnancia, dentre outras. Esta última é a mais importante de todas, é o princípio da simplificação. Quanto mais simples (a imagem ou idéia) mais facilmente é assimilada. Observe as imagens abaixo:







No primeiro desenho (a), a lei da pregnância organiza os quadrados em quatro colunas baseadas na proximidade maior entre eles; no segundo desenho (b), a proximidade maior é entre os quadrados que vão constituir três barras horizontais. Na figura do centro o fator de semelhança organiza os quadrados em duas colunas: duas brancas e duas pretas. Na última figura, os pontos se organizam em duas áreas fechadas, pela lei do fechamento. Percebeu?


Nosso cérebro age assim o tempo inteiro. E não só com as imagens, mas com idéias e, por que não?, com pessoas também. Quando dizemos "Homem não presta" ou "Mulher é tudo igual" é porque algumas variáveis do comportamento de um ou de outro coincide e, pela lei da semelhança e para simplificação, tomamos o todo pela parte. É claro que essa nossa característica nos acarreta alguns problemas, e o preconceito é o pior deles. Afinal, toda idéia pré-concebida é fruto de uma generalização. Generalização esta que fez a minha amiga naquela conversa de MSN, quando rotulou os homens baseando-se em um só. Quantos de nós já fizemos a mesma coisa antes, hein?

P.S.: As imagens que ilustram esse tópico foram retiradas deste artigo. Muito bom, por sinal. Leitura recomendada.