Ontem estava eu conversando com uma amiga no msn que me contava sobre uma decepção amorosa. Normal, todo mundo passa por isso um dia. E ela falou uma frase mais normal ainda (eu pelo menos já ouvi milhares de vezes): "Homem não presta". Sei que não é correto generalizar muito as coisas e principalmente as pessoas, mas às vezes é dificil fugir de estereótipos e eu vou explicar o porquê. Quem nunca ouviu, por exemplo, "As mulheres são todas iguais"? Essas e muitas outras frases ditas há tantos e tantos anos desde os nossos mais remotos antepassados, certamente se baseiam em fatos e comportamentos iguais que aconteceram com pessoas diferentes, o que faz com que pareçam fazer todo o sentido. Talvez até faça mesmo, mas esses ditos também revelam a nossa tendência natural e inata de classificar, rotular, generalizar tudo o que vemos e conhecemos.
Segundo a teoria da Gestalt - termo intraduzível do alemão, a percepção humana é regida por leis que facilitam a compreensão das imagens e das idéias. Tais leis seriam: similaridade (ou semelhança), proximidade, continuidade, fechamento e pregnancia, dentre outras. Esta última é a mais importante de todas, é o princípio da simplificação. Quanto mais simples (a imagem ou idéia) mais facilmente é assimilada. Observe as imagens abaixo:

No primeiro desenho (a), a lei da pregnância organiza os quadrados em quatro colunas baseadas na proximidade maior entre eles; no segundo desenho (b), a proximidade maior é entre os quadrados que vão constituir três barras horizontais. Na figura do centro o fator de semelhança organiza os quadrados em duas colunas: duas brancas e duas pretas. Na última figura, os pontos se organizam em duas áreas fechadas, pela lei do fechamento. Percebeu?
Nosso cérebro age assim o tempo inteiro. E não só com as imagens, mas com idéias e, por que não?, com pessoas também. Quando dizemos "Homem não presta" ou "Mulher é tudo igual" é porque algumas variáveis do comportamento de um ou de outro coincide e, pela lei da semelhança e para simplificação, tomamos o todo pela parte. É claro que essa nossa característica nos acarreta alguns problemas, e o preconceito é o pior deles. Afinal, toda idéia pré-concebida é fruto de uma generalização. Generalização esta que fez a minha amiga naquela conversa de MSN, quando rotulou os homens baseando-se em um só. Quantos de nós já fizemos a mesma coisa antes, hein?
P.S.: As imagens que ilustram esse tópico foram retiradas deste artigo. Muito bom, por sinal. Leitura recomendada.
Interessantíssimo o seu post. Acho que você deveria continuar a estudar psicologia por hobby, hihihihi.
ResponderExcluirShow de bola, Rosinha...
ResponderExcluirE viva o preconceito (e os quadradinhos)... :)
Beijos
Rosinha, tô precisando de mais inspiração. Escreve mais coisas aí, vai.
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