sábado, 9 de fevereiro de 2008

Sol, mar e lua (de mel) - Parte 2

Depois do passeio de buggy pelo litoral norte na quinta-feira, agendamos no hotel um passeio para João Pessoa, visto que o mesmo só tinha saídas às sextas-feiras. Acordamos cedinho e saímos às 07:10h, num microônibus com outros turistas, rumo à capital paraibana.

Nessa viagem, o guia, muito divertido por sinal, começou fazendo as apresentações. Deixa eu falar um pouco dos nossos colegas de passeio: tinha um casal carioca, um casal brasiliense - que também estava em lua-de-mel, um pai e filho fluminenses, uma mãe e filha curitibanas, uma família (pai, mãe, uma menina e um menino) goiana, duas amigas cearenses, e mais alguns brasilienses que não lembro agora. Como tínhamos acabado de fazer um passeio de buggy com um simpático casal maranhense (na verdade, eles apenas moram no Maranhão, mas ele é recifense e ela, paraense), notamos uma crucial diferença em relação aos turistas presentes nesse segundo passeio. As pessoas eram mais fechadas, não se enturmaram durante toda a viagem, permanecendo isoladamente agrupadas com os seus. Para piorar, fizeram piadinhas de péssimo gosto quando eu e Alexandre nos apresentamos, pelo simples motivo de sermos baianos. Confesso que, a partir desse momento, nem eu fazia mais questão alguma de me enturmar com aquele tipo de gente preconceituosa.


Bom, deixemos isso de lado e vamos falar do que interessa: João Pessoa. Logo na chegada, começamos a passar pelo centro histórico da cidade e já notamos bastantes semelhanças com Salvador: ruas estreitas, casarões de arquitetura barroca e gótica, comércio agitado e muitas igrejas. Visitamos um museu no antigo hotel O Globo, paramos para tirar fotos na praça dos três poderes, conhecemos a história do nome da cidade e depois fomos almoçar numa barraca de praia, no bairro do Cabo Branco.


O mar em João Pessoa merece um destaque especial pois, como lá praticamente não tem vento, as águas são muito tranquilas, parecendo uma grande piscina de àgua salgada. Entretanto o vento lá faz muita falta, o calor chega a ser terrível em alguns lugares da cidade.

Após o almoço na praia, seguimos em direção à feira de artesanato local, onde comprei uma linda camiseta rosa e um caminho de mesa bordado, além de tirarmos fotos de Lampião e Maria Bonita. Ficamos cerca de 1 hora lá, e fomos em direção ao rio Jacaré, onde ocorre o grande espetáculo do pôr-do-sol ao som de Boleros de Ravel, tocados ao vivo por um saxofonista e uma violinista às margens do rio. É realmente romântico, tanto o show da natureza quanto dos músicos, principalmente para quem vai em lua de mel, como foi o nosso caso.



Depois desse momento extasiante, saímos em direção ao ônibus para voltarmos ao hotel, em Natal.

3 comentários:

  1. Sabe que no meu passeio de buggy eu também tive sorte... Meu namorado e eu adoramos o casal (que moram em uma ilha na Holanda, chato né?!), a Socorro que é potiguar e o Yan que é holandes.
    Fizemos mais passeios por conta própria do que coletivos e confesso que uma coisa que me incomoda muito é as pessoas estarem em um lugar se divertindo e não se abrir para conhecer os outros com interesses em comum, a viagem e a diversão.
    Quanto ao lance do preconceito, inveja boba. Os baianos são receptivos, educados, inteligentes de fala mansa, tem praia e muito axé. Relaxa, há idiotas por toda parte, até na Bahia deve ter. Queria muito ter encontrado pessoas simpáticas como vocês na minha viagem.
    Abraços.

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  2. Continuando com minhas informações "lado B"...

    O nome do guia é Dorifran. Parece nome de remédio né? Cataflan, Doril, sei lá. Mas é gente boa!

    Constatamos que artesanato nessas cidades do Nordeste é tudo igual. Parece que foi tudo fabricado no mesmo lugar, só muda a inscrição com o nome da cidade.

    O local do Bolero de Ravel parece com o Solar do Unhão aqui em Salvador. Só que lá tem música e aqui não.

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  3. Xande, acertou novamente. Os artesanatos, segundo já ouvi dizer, são feitos no Ceará. Percebi isso quando fui a Ajú e a Recife pq tudo se parece com o que tem aqui no Mercado Modelo. Enfim, não vale a pena trazer bagagem extra, só se encontrar algo realmente especial.

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